Oktoberfest na Lapa
Voltei.
Faz tempo que não escrevo. Também, minha vida anda uma loucura. Mas está boa. Não tenho do que me queixar. Apesar de tanta correria e tanta mudança, algumas coisas continuam sempre as mesmas.
Se tem uma coisa que não abro mão é de sair numa sexta-feira para tomar cerveja. Mesmo lutando contra a balança, a sexta-feira é sagrada! Quase uma religião.
Se bem que nestes tempos de lei seca, a coisa anda complicada. Mas como moro numa região privilegiada pela presença de ótimos bares, isso não me atrapalhou muito.
Um dos bares que tenho curtido muito nos últimos tempos é o Bar Bezerra (http://www.barbezerra.com.br), localizado na esquina da Coriolano com uma outra rua que não lembro o nome.
Eles têm uma enorme variedade de cervejas. Desde as "carne-de-vaca" brazucas até as mais nobres como a belga "Deus", cuja garrafa custa quase o preço de uma champagne "Dom Perignon".
O ambiente é super familiar e agradável, e o dono faz questão de recepcionar a todos, dando dicas sobre comidinhas e bebidas.
E como estamos em Outubro, eles fizeram seu próprio Oktoberfest. O Maurício (dono do bar) investiu pesado em uma viagem à Munique na Alemanha para fazer a verdadeira festa da cerveja alemã, bem no bairro da Lapa. Até a decoração, a lá antiquário, ganhou toques germânicos verdadeiros.
Vale a dica para o final de semana!
Escrito por Andrea SR às 08h22
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Powerpoint ou Excel? Qual é a sua?
Conversando novamente com minha amiga Cristiane (a gente fala muito, né?!), percebemos que podíamos classificar a maior parte das pessoas do mundo empresarial em 2 grandes grupos:
(1) Powerpoint: O indivíduo show-man. Conteúdo Zero, mas muito colorido e dono de um estilo de apresentação único. Ele chega acontecendo, fazendo barulho e numa animação só... Mais parece um artista saído de uma apresentação do Cirque de Soleil . Muito comunicativo é capaz de discursar sobre qualquer assunto, desde o caso Isabella até a necessidade de testes de ensaio contro arco voltaico em painéis de média tensão.
Mas não se anime, à primeira pergunta mais densa ele dirigirá os olhos ao especialista da área e virá com a sacada: "Creio que para explicar melhor este assunto, seria bom o Fulano assumir a palavra...". No deep, so hollow! 
(2) Excel: Indivíduo conhecedor dos fatos e identificador de soluções. Ele fornece material para o show dos Powerpoints. Dá inputs a eles e, em geral, fica nos bastidores fornecendo dados.
Não aparece muito, a não ser para complementar ou explicar o trabalho do Powerpoint quando uma pergunta mais elaborada é feita. Em geral, é colocado em apuros pelos Powerpoints, que costumam prometer coisas fantásticas como ir e voltar a Marte numa fração de segundos pelo simples fato de não saber argumentar sobre o impossível. Em geral trabalham até mais tarde para preparar todo o material para os espetáculos pirotécnicos dos Powerpoints.
A seleção para um dos grupos é natural. O comportamento do próprio indivíduo determina em qual grupo ele será inserido. Não existe entrevista, teste ou eleição. As atitudes da pessoa irão determinar seu perfil.
Tudo bem, você pode pensar que estou sendo muito radical com minha argumentação. Mas também existem variações dos temas.
Existem os 'Powerpoint PPS', que são autoexecutáveis e dotados de um pouco mais de conhecimento e conteúdo. Estes possuem um potencial maior para discorrer sobre temas e preparar trabalhos mais consistentes. Assim como existem os 'Excel Básico para Iniciantes', que ainda não conseguem contribuir muito, tem boa vontade para aprender e estão se esforçando.
A diferença entre eles é que o 'Excel Básico para Iniciantes' evolui e pode chegar ao nível máximo que é o 'Excel com Programação VBA inserida' se ele se dedicar, enquanto os 'Powerpoint PPS' jamais se tornarão Java, ASP ou XML. É a vida! Powerpoints serão sempre Powerpoints.
Bom, tire um tempinho e pense sobre você. Analise seu perfil e seu comportamento e defina: 'Você é Excel ou Powerpoint' ?
Se você for Excel, parabéns, você está no caminho certo. 
Mas, se você por Powerpoint, procure ajuda. Vá estudar, dedique-se mais ao trabalho, seja mais participativo, construa algo (castelinho de Lego não vale).
Você deve pensar que somos pessoas más e cruéis, mas isso não é verdade. Afinal não classificamos ninguém de "Word"...
Ah, peraí, se eu parar para pensar melhor... 
Escrito por Andrea SR às 20h03
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Eu na TV
Ultimamente eu estava bem desanimada. Tudo me cansava, nada de novo acontecia. Odeio monotonia. 
O MBA me encheu o saco. Pela primeira vez neste curso, tirei uma nota menor que 8. Não estava mais conseguindo gastar minhas noites e meus finais de semana com a cara enfiada no monitor do computador.
E quando o fazia, era para transferir minhas músicas preferidas, dos meus mais de 1.000 CDs, para meu IPod e meu MP3.
No trabalho, a mesmice da chatice me fazia gastar horas devagando. Enquanto redigia as descrições de milhares de processos, que ninguém lê, não sabe e nem quer saber para que serve, ficava pensando que deveria ter ido estudar cinema, devia ter me dedicado mais às aulas de violão e guitarra, devia ter aproveitado melhor meu curso técnico em processamento de dados, e que devia ter começado a investir na bolsa há mais tempo.
O tédio faz a gente olhar para trás e se arrepender.
Mas, algumas coisas começaram a acontecer.
Querendo ver onde eu estava (me considerava completamente Perdida no Espaço), pedi para uma amiga me indicar para participar de um programa de TV (dá para acreditar? ). Tudo bem que a audiência deve ser 0.000x pontos, mas ainda assim é um programa de TV.
É uma emissora nova, direcionada para o mercado corporativo. Para quem conhece a revista Você S.A., é o mesmo formato, só que eletrônico. O programa em formato de game, visa avaliar o currículo da pessoa e seu comportamento numa entrevista de emprego, e é conduzido por um Headhunter conhecido aqui em São Paulo.
O que eu queria mesmo era que esse headhunter analisasse meu currículo e dissesse se estava bom ou ruim, e onde eu devia melhorá-lo (meio que uma consultoria gratuita, sabe ).
Na entrevista, em geral, fui bem. Tirando uma escorregada na maionese feia e imperdoável com alguns erros de português no meu currículo , eu me sai bem nas perguntas corporativas.
Agora nas perguntas de conhecimentos gerais, o cara me detonou. Eu não tinha idéia de quem era uma tal de Katherine Graham, quem foi J.C.Penney e quais seus fundamentos, Thomas Watson (mancada, e olha que eu li "A IBM e o Holocausto") e me atrapalhei com o Jorge Paulo Lemman da Inbev. Nestas, eu bombei! Mas, assistindo aos programas anteriores, confesso que esperava perguntas mais específicas sobre meus conhecimentos profissionais.
De qualquer forma, foi uma experiência válida.
Mudei e aprimorei meu currículo, descobri que a Katherine Graham foi uma importante executiva do ramo da mídia norte-americana (que não tinha nada a ver com o pastor norte-americano Billy Graham), que J.C.Penney tem uma rede de lojas nos EUA e é dono da Renner no Brasil, e que eu fico parecendo uma palhaça quando uso maquiagem.
Mesmo assim, ainda não consigo me lembrar dos fundamentos empresariais do Jorge Paulo Lemman e do Thomas Watson (só lembro de um: Pense!).
O único problema é que eles queimaram o meu filme na internet. Na chamada do meu programa, eles fecham dizendo que meu propósito era uma recolocação profissional. O que não é verdade! O que eu queria mesmo era a avaliação de um experiente profissional de recolocação profissional sobre minha carreira.
A entrevista foi ao ar ontem (13/05) pela TV Ideal do Grupo Abril, canal 70 da TVA, às 21h30. Quem quiser conferir um pouquinho, pode acessar o site do programa "Você X Gutemberg".
Bom, já mandei um e-mail para eles pedindo para mudarem, caso contrário, posso ter problemas com meu chefe e o RH. 
Ainda mais agora que acabo de obter uma recolocação profissional.
Na mesma empresa, é claro. Mas em outra área. Vou atuar no business, em uma área de negócios. Vou ter que aprender o operacional e conhecer como funciona o negócio no dia-a-dia. Vou deixar a teoria de lado e atacar a prática. Acho que eu estava precisando disso.
A única desvantagem é que troco rodar 30km diariamente por 130km, já que vou para outra cidade e passo a ter gastos com combustível e pedágio, coisa que eu não tinha antes.
Mesmo assim, vai valer a pena e estou super entusiasmada. E tem muita gente que roda bem menos e demora muito mais para chegar no trabalho.
O Bom mesmo é que eu acho que a estação das mudanças CHEGOU! 
Escrito por Andrea SR às 17h19
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